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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Ladeira da Preguiça










 imagem Google










Ladeira da Preguiça.



Descendo a ladeira esta Nega toda faceira
Equilibra nos Luis XV e me deixa nervoso
Em cada passo requebrado segue a bailarina
Numa cadencia que encanta e faz alvoroço
Na mente dos meninos e moços da esquina.









  imagem Google












Esta é a Ladeira da Preguiça para quem se arrisca
A subir ou descer desafio da gravidade
Da Bahia de Outrora de Santos e terreiros
Segue esta linda Nega a caminho da cidade









 imagem Google









Requebrando e cantarolando coisas de seu tabuleiro
Aquela mulher de turbante branco com seu (en) canto
É mais uma admirável mulher guerreira
Que na labuta de seu dia, leva vida sem lamento
Pensando na compra de um barraco na Ribeira


Quando vejo a ladeira me vem esta visão
A Nega na sua bata branca transparente  
Como gravada na retina para minha emoção
Vai sumindo subindo com seu olhar sempre indiferente.





Toninhobira.
18/01/2011.

Mais uma homenagem a esta terra e a este povo hospitaleiro, que no balanço das cantigas nao me deixa perder os passos. 
A esta Bahia carregada de historias e encantos tantos que extasiam.

1-Nega: forma carinhosa na Bahia para se dirigir à mulher.

2-Ribeira : Bairro popular da Cidade Baixa orla maritima.

3-Ladeira da Preguiça, em Salvador, ganhou este nome por ter sido a via de acesso de mercadorias vindas do porto para a cidade, levadas em carretões puxados a boi e empurrados por escravos. Do alto de seus casarões, ao verem os escravos tomando fôlego para subir com sacos de 60 quilos nas costas, as elites gritavam:

 "Sobe preguiça! Sobe preguiça!".   



Fonte Google.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Universo da saudade.










Imagem Google




No universo desta saudade
Que tanto me assedia e tortura
Vivo tecendo as teias, que me levam às alturas
Mas logo se rompem e me deixam assim

No universo desta saudade
Reinvento o medo e o segredo
De te amar deste modo indefeso
Sem as armas que prendem no passado

No universo desta saudade
Que sempre me conforta
Trazendo lembranças vivas
Da vida que julgava já morta.

No universo desta saudade
Que o meu corpo incendeia
Há um corpo sereno cheio de veneno
Que acelera este sangue em minha veia

É no universo imenso desta saudade
Que me faz perdido de mim
Debruçado nesta procura infinita
Na definição que explique a solidão.


Toninho
28/11/2010