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sábado, 14 de maio de 2011

Amor pleno amor











 Imagem Google








É um amor inspirador avassalador das emoções
Inspiração constante que sempre vem na criação.
Assim como mãos de artesões lapidando versos
Com palavras purificadas no carinho e precisão
Que compõe a poesia para encantar neste universo

Falo de um amor que perambula pela madrugada
Para edificar nas manhãs sonhos maravilhosos
Recriando rotinas românticas felizes prazerosas
Que faça embelezar todos os dias junto da doce amada

É um amor proclamado embalado em preces fervorosas
Que faz da vida uma penitente procissão
Nos caminhos encantados de pedras coloridas
Onde apenas o amor assiste na janela da paixão.

Falo de um amor como poesia de confidente
Nos mais deliciosos desejos de sonhos alados
Que afloram em cada palavra sutilmente
Faz de cada instante o infinito sonhado.

Poder é viver este amor, que encanta faz festa
Na pureza do doce gosto de mel na florada 
Como viver mil e uma noites enluaradas de seresta
E no lindo amanhecer, despertar ouvindo a passarada. 

    
Toninhobira.
10/05/2011.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

13 de Maio







imagem Google




Missa dos  Quilombos – Invocação a Mariama:  obra criada por Dom Pedro Casaldáliga e pelo poeta Pedro Tierra em parceria com o compositor e cantor Milton Nascimento, é um espetáculo que mescla cantos, danças e representações e segue a estrutura de uma missa, e foi apresentada pela primeira vez em 1981, na Praça do Carmo, em Recife (PE).

“Mariama, Mãe dos homens de todas as raças, de todas as cores, de todos os cantos da Terra.
Pede ao teu filho que esta festa não termine aqui, a marcha final vai ser linda de viver.
Mas é importante, Mariama, que a Igreja de teu Filho não fique em palavra, não fique em aplauso.
Não basta pedir perdão pelos erros de ontem. É preciso acertar o passo de hoje sem ligar ao que disserem.
Claro que dirão Mariama, que é política, que é subversão. É Evangelho de Cristo, Mariama.
Claro que seremos intolerados.

Mariama, Mãe querida, problema de negro acaba se ligando com todos os grandes problemas humanos.
Com todos os absurdos contra a humanidade, com todas as injustiças e opressões.

Mariama, que se acabe, mas se acabe mesmo a maldita fabricação de armas. O mundo precisa fabricar é Paz. Basta de injustiça!
Basta de uns sem saber o que fazer com tanta terra e milhões sem um palmo de terra onde morar.
Basta de alguns tendo que vomitar para comer mais e 50 milhões morrendo de fome num só ano.
Basta de uns com empresas se derramando pelo mundo todo e milhões sem um canto onde ganhar o pão de cada dia.

Mariama, Senhora Nossa, Mãe querida, nem precisa ir tão longe, como no teu hino. Nem precisa que os ricos saiam de mãos vazias e os pobres de mãos cheias. Nem pobre nem rico.
Nada de escravo de hoje ser senhor de escravo de amanhã. Basta de escravos. Um mundo sem senhor e sem escravos. Um mundo de irmãos.
De irmãos não só de nome e de mentira.
De irmãos de verdade, Mariama.”
Fonte Google.




Neste dia em que se comemora sem muito brilho a Lei Áurea, que iniciava um processo da abolição da escravatura no Brasil esta pagina infeliz de nossa historia, marcada por maldade e desamor ao ser humano, com anuência de uma igreja submissa. Iniciava-se um processo ainda mais perverso a um povo arrancado de suas origens. Inicia-se o abandono, a discriminação e o preconceito, que perdura até os dias atuais.

13 de maio de 1888, depois de tanto tempo e ainda persistem situações semelhantes.

Por quê?

Toninho
13/05/2011

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Amores escondidos























Amores escondidos
Apenas uma inspiração musical


Amar escondido conjugar o sofrer
Corpo ardente no sangue acelera
Olhos cegos no eterno padecer
Na noite infinita da espera

Quem vive seu amor oculto
Vive sempre na sombra da solidão
Olha seu amor como um vulto
Veste de negro amargo coração.

Adrenalina no céu da boca
Eterna paixão em ternura
Que recria a fúria louca

Que tanto faz enlouquecer
Nos doces braços da loucura
De querer os desejos reviver.


Toninhobira.

Amante é como estrela, alcance constante dos olhos, que vivem no limite constante do toque adiado, do amor estrangulado.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Lá na curva da estação
















Passeando pelas ruas daquela cidade, pode-se ver como a sociedade se comporta perante aos excluídos pela falsa moral e bons costumes. Vendo aquelas mulheres alcoolizadas debruçadas no balcão daquele bar de uma porta só, onde as pessoas já não entram pela presença delas. Saiba você jovem, que elas já foram rainhas, rainhas de uma geração, que seus pais hoje renegam ao total abandono e muitas vezes discriminatórios. São seres humanos, que carregam historias, que se editadas, podem explodir esta cidade, ou mesmo lançarem lama por todos os lares, autarquias e instituições.  

Olha amigo leitor jovem, naquele tempo em que não estava instalado o termo “Ficar”, que usam e abusam atualmente, era para lá na curva da estação que todos jovens, se refugiavam nas suas experiências sexuais, ou mesmo nas suas inicializações. Às vezes impulsionados pelos pais, irmãos ou mesmo por um amigo do pai, no afã desesperado de fazer crer e ver, que tinham gerados machos de boa estirpe. Como pode notar, elas tiveram uma parcela importante na historia de muitos homens desta cidade.

Mulheres que foram belas e até interessantes, amaram,geraram filhos que não conheceram os pais. Filhos que largados na cidade, acabaram expostos a reeditarem a famosa tragédia grega. A curva da estação, para onde todos os homens iam às noites e muitas vezes durante o dia, se valendo de todos os disfarces. Ali onde alegres canções se ouviam, nas vozes dos mais renomados românticos interpretes, onde alguns dançarinos se exibiam com seus passes cadenciados. Mas hoje apenas uma área vazia da especulação imobiliária, Neste vazio a angustia da lembrança de uma época e para os moralistas um alívio.

Não foram poucas vezes naquela curva onde o trem fazia suas manobras, que mulheres de filhos nas escadeiras, naquela tradicional posição, esperavam tristes humilhadas pela saída de seus maridos para um possível fragrante com cenas cômicas ao tempo que trágicas pela exposição ao local censurado, por uma mulher do bem com seu filhinho.

Agora o progresso enxergou aquela região maldita, os especuladores imobiliários vislumbraram uma nova planta para aquele alto, com vista para toda cidade com seus “arranha-céus” de janelas arreganhadas. Chegaram os tratores demoveram todas as historias e casas, foi como se aquela lamina estivesse a serviço da limpeza moral do lugar, cortando e remoendo toda aquela terra pecaminosa, degradada, contaminada pela falta de vergonha dos homens.

Mudaram os caminhos dos trilhos, já nem o trem manobra por lá, cortaram as linhas, como se cortassem as veias do coração. O maquinista com seu quepe não pode fazer apitar sua famosa buzina anunciando sua chegada, balançando seu braço esquerdo aquelas mulheres nas portas das casas cor de rosa. Eles já não trazem as lembrançinhas compradas na cidade de Vitória ou às vezes anéis, colares com pedras preciosas da cidade Governador Valadares. Tudo ali morreu. 

As mulheres foram abandonadas pelas ruas daquela cidade, não foram alforriadas, não tiveram uma lei a lhes prever direitos, apenas o decreto municipal embasado na moral para tudo derrubar. Assim foram lançadas ás ruas e hoje se espalham pelos bares e botecos daquela região. Discriminadas perambulam aos olhos assustados das pessoas, que passam e voltam seus olhares para outro ponto.


E lá de dentro do boteco ainda se pode ouvir som de uma canção...

“Se quiser fumar eu fumo
Se quiser beber eu bebo
Não interessa a ninguém
Se o meu passado foi lama
Hoje quem me difama
Viveu na lama também”




Postado no Recanto das Letras.
Toninhobira

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Dia das mães











  Foto no aniversario  02/03/11
 
Penso no dia e vem esta lembrança
Da senhora terna numa paz sorridente.
Para quem viver é sinônimo de esperança
Movida pela pura fé no Deus Onipotente.

Quando lhe vejo sombria em sua cadeira
Olhando para estes netos tantos e tontos
Olhos perdidos no infinito de fala rasteira
Meus olhos aflitos se perdem em encantos

Quisera dela a estranha mania de fé
Sob seus olhares a me proteger
No seu colo me perder minha Teté
Não sabe quem sou, mas me basta saber.

O tempo é severo nem a ela perdoa
Mesmo assim encanta na ternura
Como a dizer, acalme que a vida é boa.

Mas a saudade de você não maltrata
Porque só lembrança na doçura.
Onde explode beijos e carinhos nesta data. 



Postagem no Recanto das Letras.
À Minha mãe Ester conhecida por Teté (93 anos)
Toninhobira.
07/05/2011

Desejo a todas as mães a explosão de carinhos que perpetue por todos os dias, extensivo a todas as mães dos amigos, que aqui vem me prestigiar com suas leituras. E ainda com carinho aquelas mães que anônimas ou não, que tanto me alegram com suas visitas.
Meus parabéns mamães com meu beijo de luz no coração.
Feliz dia todo dia mamães!