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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Quando o Sol se vai.




 



Imagem Google.












Olho para estas ondas se quebrando,
Como folhas secas levadas pelo vento.
Penso em você com todos meus encantos
No Pôr de Sol que assiste este lamento.

Como pode esta saudade ainda sangrar,
Neste peito onde morava nosso amor?
Mas ela vive entrelaçada nas lembranças
Que em minha poesia canto com fervor.

Instante de depuração e desconstrução
Dos sentimentos que sempre concebia,
Desta relação de quereres em fusão
Que agora frágeis morrem na tarde fria.

Agora vem a Lua Cheia sobre o mar
Divina luz que vem beijar a mãe Terra
Num infinito Céu de estrelas a brilhar
E no meu peito este vazio que se encerra.

Toninho.
05/09/2011

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Independencia pelas palavras.











Imagem Google




São eles os alquimistas de versos dourados.
São eles os cientistas das frases de efeitos.
Como podem ser fingidores estes iluminados,
Se eles próprios criaram os amores perfeitos?

São eles que nos levam à máxima euforia,
Resgate de amores adormecidos com rimas,
Quando penetram nossa alma com a poesia.
Tanto nos fazem que nos levam às lagrimas. 

Rendo minhas homenagens aos anjos das letras,
Que fazem historias de dores em outros corpos.
São eles que reinventam as historias de vidas
E as ilustram com seus versos livres e perfeitos

Divina arte de garimpar palavras e lhes dar sentidos,
Como jardineiros da vida cuidam de flores da alma,
No terreno árido, ausente de todos nutrientes de vida
Basta que toquem nas palavras, eis o mistério da criação.

Como não curvar diante tamanha criatividade,
Que envolve o coração poético e enraíza na sua alma,
Quando as lagrimas quentes escorrem pela sua face.
Das palavras bisturi sangram segredos do coração.

Ah, seria maravilhoso se o mundo poetificasse,
Nestas palavras inventadas, mas que define bem
Um mundo mais harmonioso isento da violência,
Pois todos eles cantariam o amor para a eternidade.

Enquanto se pensa poesia, não se pensaria em guerra.
Apagariam da humanidade as maldades e atrocidades
Que tanto angustia a bela sensibilidade dos poetas,
De um sonho de ver a nação independente de verdade.


Toninho
07/09/2011. 

No dia da Independência uma simples homenagem aos poetas, que sempre estiveram nas entrelinhas ou mesmo no titulo, das lutas que culminariam com a real independência de uma nação, aqui, como em todos os países.
A todos voces, que no dia a dia fazem poesia e se encantam, que fazem das palavras o grito de justiça, que buscam a harmonia que cria laços.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A mulher de Tábua


















A rua deserta

As casas de tábuas vazias.
As pessoas escondidas atrás da porta.
É o medo...

A mulher toda torta desce pela rua.
Seu cajado lhe dá proteção,
Das quedas, dos cachorros vadios daquela cidade.

Ela apenas desce pela rua e também está vazia,
Das esperanças, do respeito aos mais primórdios direitos.
Ela vive pela cidade e esmola na porta da rodoviária.
Quando a noite vem, ela some entre ruas e becos.
É o mistério...

Alguns dizem que já lhe viram pelas portas do cemitério
Outros afirmam que ela é a mulher de tábua,
Aquela que assombra em noites as pessoas daquela rua.
Onde todos se escondem atrás da porta.
É o medo misterioso de todos os dias...

Mas lá vem ela,
A mulher toda torta, que na vida sente-se como morta.
E assim povoa meus medos de criança.

Toninho.
02/09/2011

Em Itabira no meu caminho para a escola e igreja, tinha uma rua longa, onde uns quarteirões dela as casas eram feitas de tábuas, e os adultos sempre afirmaram, que por lá aparecia uma mulher de tábua que aparecia no período da Quaresma. Eu menino sofria com o medo, mas não tinha como evitar aquela. Seria mais fácil as pedras do Drummond.