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sábado, 11 de fevereiro de 2012

Greve da policia.




Imagem Google.






Quando a policia não policia a cidade vive o caos onde bandidos comandam verdadeira festa, vi com ironia que eles se misturam em espalhar o terror ao povo que enjaulado e encurralado nas ruas e becos viveram momentos de angustia e tensão. É sabido que, quem faz greve, luta por melhor salário e melhores condições de trabalho, o que me parece justo,quando o patrão não reconhece e ou esquece, desta relação salutar. É sabido que estes políticos governantes desacreditados vivem de promessas eleitoreiras e assim às vezes o tiro é dispara no pé como é o caso da Bahia, então a relação apodrece e a greve acontece e o povo é quem padece.

Porem, quando vejo pessoas com armas parando ônibus e os atravessando nas pistas impedindo a população de chegar ao destino, é movido por uma indignação infinita, que questiono quem são os bandidos nesta relação. Pensava que Gonzaguinha estava exagerando quando em uma de suas musicas, ele dizia que não sabia quem era a policia ou o ladrão, nesta greve pode o Brasil constatar a lucidez de Gonzaguinha. E o pior, que este filme já o assistimos em 2001.

Depois de verdadeira carnificina com corpos espalhados pela cidade diante de uma população triste e se sentindo otária, pois paga religiosamente seus impostos ainda que seja sabido dos desvios destes. Esta população viu pelas ruas desfiles de carros com soldados da Força Nacional como se estivesse num processo de guerra urbana, mas nem isso lhe restituiu a crença na segurança.

 Nos discursos dos responsáveis apenas se ouvia, que o carnaval estaria garantido como se o povo apenas pensasse na festa, pregavam que a segurança estava garantida, mas o que se via nos bairros mais pobres eram corpos desovados diante do silencio que se impera nestas comunidades.

O que o cidadão não entende é como a policia pode fazer greve com as mesmas armas que nos faziam sentir protegidos, agora são elas mesmas que nos afrontam como se fossemos os julgados e condenados ao terror. Que a policia de volta a sua árdua e nobre missão, possa refletir sobre o movimento com todas suas consequências, inclusive analisar os interesses escusos que se escondem por trás da pauta que se aprovam aos lideres, que falarão em seus nomes sob pena de levar justa luta ao fracasso e a uma fatal desmoralização da corporação. Uma policia militar tão elogiada como a da Bahia não pode estar a serviço de pessoas com objetivos estranhos e escusos. Salvem a Policia que policia e nos tranquiliza.

Toninho.
11/02/2012.

Observação: A musica de Gonzaguinha é "A cidade contra o crime."

Eu faço parte desse medo coletivo
já não sai nem se confio na polícia ou no ladrão
(A barra não tá mole não, ladrão já tem que andar
Com plaqueta de identificação
a dita anda dura mesmo com a abertura) (Gonzaguinha)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Pela luz da janela.








Pela luz da janela.

Quisera poder banir esta dor
Neste caminho de melancolia.
No peito o clamor da alegria
Aos pés da saudade deste amor.

Ouve-se seu canto de angustia
No coração que tanto se agita
Diante da dor a mulher aflita
Vive o pavor da noite vazia.

Nas horas lentas que se vão
Busca forças em suas orações
Pela janela vem um clarão,
Linda Lua com todas as emoções.

Em meio às lembranças adormece
ao som do vento numa canção,
como um afago ao seu coração.
Nos lábios leve sorriso enternece.
 

Toninho.
08/02/2012

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Quem são estas mulheres?












Quem são estas mulheres?


Quem são estas mulheres que vivem de amargura?
Caladas nas noites escuras vestem uma armadura.
Espremem-se e não se rendem dos sonhos da felicidade.

Quem são estas mulheres?

Que sentem e falam de vidas sofridas, de solidão.
Filhas da ditadura milenar, que torturam noite e dia,
pensam nas flores se matam nas manhãs na eterna busca,
da felicidade que lhes dêem o mínimo de dignidade.

Quem são estas mulheres?

Mulheres Zuzus, que angelizam nas madrugadas tristes,
esperança tardia, vidas revestidas de fantasias a cada manhã,
zumbis pelo mundo, mortas de cansaço, apenas sonham.
E ainda ouvem canto de pássaros em festa matinal

Quem são estas mulheres?

Como mulheres de Atenas, já não esperam seus guerreiros,
que se tornaram algozes de suas vontades e ansiedades.
 Soluçam num canto de angustia pelos seus amores,
que lhes negaram vidas. Apenas pedras, feridas sangram.

Quem são estas mulheres?

São Joanas, Quitérias, Penhas, grávidas desejos abortados,
são as mulheres que o sangue persegue e o mundo se cala.
São Marias e pensam na Penha que lhes dê vida e paz.

Quem são estas mulheres?

Queria entender como podem viver sob esta tortura.
Mulheres que fazem da vida um ninho de ternura.
Que apenas sabem conjugar o verbo amar e sonhar.
Ah, eu só queria acordar e não ver mais este pavor.
Mirem-se nestas mulheres que elas gritam e morrem.

Toninhobira


Este texto vai completar dois anos, mas diante das
queixas sobre a violencia contra mulheres e com mais 
este caso horrivel  em Minas Gerais ele fica tão atual.

Precisa de um basta para esta coisa.
Penha tenha pena,mas proteja.