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sábado, 13 de outubro de 2012

Eu só queria ser uma criança.










Ah, como queria voltar no tempo,
Viver a liberdade numa dança.
Neste sonho de ser uma criança,
Voando pelas serras como vento.

Queria nos pés o afago da terra,
Que na chuva exala um perfume.
Com meu barquinho de costume,
Menino marinheiro sem guerra.

Feliz da vida para casa regressa,
Inventa mentiras nova promessa,
E livrar-se da bronca costumeira.

Assim inventa a sua felicidade.
Menino no encalço da felicidade.
Pois assim é feliz, à sua maneira.

Toninho
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Para fechar esta semana em que nos
permitimos uma volta mais intima
aos bons tempos de criança.

E ainda com muita alegria me encontro lá na Confraria da Soninha:

http://confrariadasoninha.blogspot.com.br/  voce vai gostar de lá. Vá.
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Na minha postagem de ontem numa blogagem coletiva sobre tempo de criança foi observado que ela não aparecia nas atualizações.Infelizmente a plataforma blogger anda tirando o sono da gente. Mas vamos por aqui.

Meu terno abraço a todos vocês.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Meu tempo de criança








 






“Toda vez que a tristeza me alcança
 O menino me dá a mão
 Há um menino
 Há um moleque
Morando sempre no meu coração”. 
M. Nascimento.











Filho de pais simples e pobres de uma cidade do interior de Minas nasci e vivi minha infância num bairro operário. O quintal era o meu quartel general onde criava os brinquedos para brincar, criava pássaros e animais domésticos. As brincadeiras eram muitas e a rua era um campo aberto onde tudo se fazia sem os perigos atuais. 


Nossas bolas eram feitas com as meias furadas cheias de retalhos, criava o próprio carrinho com latas de conservas e jogava bolinha de gude.












Tinha horário para tudo, mas o da escola era sagrado, pois todo menino daquele bairro sonhava entrar para o SENAI da Cia Vale Do Rio Doce que remunerava para formar profissionais imediatos e eu consegui esta vitoria. As famílias eram numerosas e a garotada fazia festa nas ruas e adorava brincar quando chovia criando seus barcos de papel os colocando na enxurrada. Algumas brincadeiras as meninas se juntavam, mas os clubes de bolinhas eram famosos. 


Mas toda criança tinha deveres domésticos como molhar a horta, alimentar as criações e varrer terreiro. Fui uma criança feliz viciada com futebol, responsável com os estudos gozava de ótima sociabilidade. 











Hoje esta criança me resgata em momentos que preciso para seguir a longa jornada, então chuto bolas de meia e teco as bolas de gude para amenizar e espantar os problemas com minha euforia e sem duvida da felicidade sigo cantando as velhas canções de rodas que me embalam para uma vida feliz.











 

Nunca permita que morra a criança, que precisa gritar dentro de você.

Toninho.

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Um breve relato da minha infância para uma proposta de blogagem em homenagem ao dia das crianças, idealizada pela querida amiga Beth_lilás do blog,  Visitem.