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sábado, 28 de março de 2015

Estação Salvador


Viajando com a Chica

Em atenção a um convite da querida blogueira mor Chica, vou tentar aqui fazer com que vocês viajem pela Bahia na cidade do Salvador. Quando comecei a escrever senti que minha cidade natal  Itabira-MG torceu o nariz de ciúmes. Eu negociei com ela, uma vez que estou sempre a canta-la por aqui, assim ela aceitou, então convido voces, a um passeio pela cidade que me adotou e eu a ela. Estrategicamente deixei para o ultimo dia da blogagem, pois amanhã é aniversário desta cidade do Salvador.
Estação Salvador
Salvador é um município brasileiro, capital do estado da Bahia, Primeira capital do Brasil Colônia, Salvador é notável em todo o país pela sua gastronomia, música e arquitetura, e sua área metropolitana é a segunda mais rica do Norte-Nordeste do Brasil.
Fundação: 29 de março de 1549 (466 anos)
Gentílico: soteropolitano (a).

 Vamos conhecer um pouco a cidade do poeta Castro Alves, que saúda voces.

 
Há um ditado que diz: 

 Só se vê na Bahia.

Há outro que diz: baiano não nasce estreia.



Eu diria só se vê alegria, solidariedade, espontaneidade, amabilidade, jeito carinhoso de ser para com todos. Eu aprendi adquiri este jeito baiano de ser, vivo entre a saudade do pão de queijo, das montanhas, por outro lado gosto de sentir este cheiro quem vem da fritura do acarajé. Aqui eu aprendi a andar meio que dançando, aprendi um pouco mais da África passeando pelo bairro da Liberdade acompanhando o Ilê Aiyê com suas belas negras de torço e roupas coloridas desenhadas e vindas de um pais africano. 
Apaixonei pela simpatia das baianas do Largo de Amaralina ali no Rio Vermelho de onde fui passar uma tarde no Farol de Itapuã, onde conheci uma morena linda na praia ouvindo Vinicius de Morais o branco mais preto do Brasil. E sentei junto dele para uma prosa e descobri seu encanto por Itapuã. Subi a ladeira e encontrei a Lagoa do Abaeté rodeada de dunas lindas com suas areias finas e brancas. Olhei meu rosto nas aguas escuras da lagoa em contraste com a areia branca e fina. E tomei uma agua de coco com conselhos do Poetinha. 

Um dia subi o Elevador Lacerda tomei um sorvete na Sorveteria Cubana onde todos param no fim do dia. De lá de cima admirei a beleza da Bahia de todos os Santos. Revivi de Jorge Amado os Capitães de Areia recostado na balaustrada junto do Palácio Tomé de Souza com toda sua exuberância e historia. De lá vi o Mercado Modelo onde não resisti às tentações artesanais de seus vários artistas presentes com suas artes mais belas. Mais além visualizei o Forte San Marcelo e relembrei que ali, algumas pessoas amargaram dias de solidão e castigo por uma ditadura sem limites. 





 

 



Desta balaustrada pode se ver a Ilha de Itaparica com suas casinhas brancas e girando os olhos mais para a direita depara-se com o Farol da Ponta do Humaitá, um lugar magico de onde pude ver o mais lindo Pôr do Sol da cidade, talvez seja alguma benção do Senhor do Bonfim que ali perto fez sua morada na colina sagrada. 

E com minha religiosidade mineira lá na igreja da colina me entreguei em orações. Mas me rendi ao sincretismo e dei três nós numa fita azul do Senhor do Bonfim, que amarrei nas grades da escadaria, já lavada pelos adeptos da grande festa. Alguém me disse para conhecer a sorveteria da Ribeira, que fica pertinho do mar onde o povo dos alagados chegam de barcos, para se dirigirem para o centro da cidade ou mesmo para venderem seus mariscos ou frutas. Lá me deliciei com os sorvetes de frutas tropicais.


Mas minha mente pedia para ir ao Pelourinho, sai da cidade baixa e peguei um Plano Inclinado que sobe e desce uma ribanceira, puxado por cabos de aço e eletricidade e me deixou na Praça da Sé, onde a Bahia acontece faça sol faça chuva, há um povo alegre pelas ruas e praças em meio ao canto dos capoeiristas. As igrejas se olham no curto espaço em que elas se encontram uma da outra. Cada uma mais bonita que a outra entre elas uma grande área formando o Terreiro de Jesus com sua linda fonte jorrando agua e magia sempre vigiada pelos olhos atentos de Ganga Zumba ali entronado em bronze.



Do Terreiro de Jesus já ouço o rufar dos tambores do Olodum vindo do largo do Pelourinho com suas pedras irregulares e manchadas pela historia da escravidão. Maravilhe-se com as casas coloridas e históricas do Brasil colônia. Há magia neste lugar, como se ouvisse os gritos de agonia dos escravos ali castigados em frente a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. Um pouco mais além se vê as escadarias da Igreja de Nossa Senhora dos Passos onde de Dias Gomes foi rodado o filme o Pagador de Promessas. Vale salientar, que não é a igreja de Santa Barbara como o filme informa. 
Depois de subir e descer ladeiras e conhecer os vários largos que compõem o Pelourinho, fui beber uma agua de bica na Fonte do Tororó e admirar a linda lagoa, que se forma com à sua frente conhecida como Dique do Tororó. Com os orixás na sua dança. Junto da Arena Fonte Nova.




Agora podem passear pela cidade moderna com seus edifícios modernos e os vários shoppings para onde a juventude vai principalmente às tardes de sábado. Aqui um pouco desta cidade do Salvador que se confunde com a Bahia. Onde o poeta compositor perguntou: você já foi a Bahia nega? Então vá.
Agora que já sabe de meu amor por esta cidade, vamos dar um giro visual por ela. Vamos dar um giro pela cidade mais africana do Brasil, e não se esqueçam que o Brasil começou aqui segundo a historia.
Nas despedida mergulhe neste tunel natural para o aeroporto 2 de Julho
                                    Obrigado pela visita e volte sempre.
 
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Desculpem o tamanho.
Um belo e bom fim de semana a todos.
Visite também 0 bloguito tem coisas lá: toninhobira.blogspot.com.br/