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sexta-feira, 24 de abril de 2015

Hortas urbanas_#umaimagem140caracteres_83




Participando da BC da Silvana e Mari com a imagem abaixo para em 140 caracteres postar uma inspiração ou leitura da desta. Veja como inspiraram os amigos, seguindo os links da Silvana /meusdevaneiosescritos  ou da Mari devaneiosedesvarios

 
 
Remexer a terra com a mão,
sentir na terra o bom cheiro,
tudo natural na fecundação,
uma horta feita no caqueiro,
tempero ao alcance das mãos.

Toninho
24/04/2015

Um bom e lindo fim de semana a todos.
Grato.
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Um comportamento observado em Minas Gerais: um grande numero de famílias na capital verticalizada, que exigentes buscam uma qualidade de vida, cultivando algumas hortaliças e frutos para o consumo diário em pequenos espaços e às vezes até suspensos. Assim ao alcance das mãos estão as cebolinhas, salsa, alface, couve, escarolas, jabuticaba, pimentão etc.
São as hortas urbanas.


segunda-feira, 20 de abril de 2015

A sós.


Quando tudo parece perdido, resta uma esperança. É preciso, agarra-la como naquela historia do homem em fuga de um tigre, que acaba escorregando e fica dependurado num despenhadeiro entre o tigre e o abismo, acuado ali e junto dele um pé de morango, ele preferiu saborear o morango, olhando sem medo para o tigre à sua frente Lembra-se? Não se sabe o final da historia.

A esperança recria a capacidade de nos fortalecer e ao tempo, que nos acende uma ternura mesmo em adversidades. Nossos olhos se perdem de emoção, ao depararmos com pessoas solitárias, sentadas num banco de orla olhando para o nada na imensidão do mar. Mas é bem certo, que ele saiba o que buscam seus olhos naquela imensidão azul.

Cada um carrega suas angustias, medos e frustrações, às vezes somos um barril de pólvora, susceptíveis às agressões involuntárias, suicídios, drogas e alcoolismo. São pessoas que equilibram na corda bamba, vivem no fio da navalha. Assim pode ser aquele homem sentado estático de frente para o mar. Sua dor não rima com os versos, que outrora colocara num papel, que hoje já se amarelou pelo tempo, ali ainda busca um reencontro com seus versos perdidos numa noite de tristeza, na perda que cegou sua inspiração e enrijeceu seus dedos.

Observando à distancia é de estranhar seu estranho descompromisso com a vida. Para ele, tudo o que sabia, era sonhar com seu mundo quase inexistente. Ali sentado com os olhos fixos no mar, nem percebia os olhares curiosos dos que passavam pela orla.

Um homem que no auge da sua vida de realizações, sempre esteve assediado por pessoas amantes de suas belas inspirações com as palavras. Agora ali um homem solitário sentado num banco à beira mar na sua mais completa desilusão, apenas com as lembranças soltas e loucas, que pululam como coisas inúteis sem vida.

Toninho
15/03/2015