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sábado, 24 de outubro de 2015

O menino das estrelas.



O menino das estrelas.

Quando o Sol se punha no infinito,
via sempre a imagem do menino,
com varinha de condão num rito,
era a hora de arrebanhar estrelas.

Na sua veste azul com toda graça,
calçado com suas Botas reluzentes,
no seu Pégaso com linda couraça,
galopar atrás de estrelas ausentes.

Lindas suas manobras iluminadas,
Deixando longo rastro multicolor,
Com várias figurinhas encantadas,
Para delírio do jovem observador.

Mas naquela noite era Lua cheia,
não vi a figura do pastor menino,
apenas as figuras soltas e luzidias,
que luziam difusas num desatino.

De repente vi um brilho no azul,
como uma estrela cadente a cair,
que fez rodopiar Cruzeiro do Sul
sobre ela o pastorzinho a sorrir,

Naquela noite enamorou-se a Lua,
por um satélite que se desgarrara,
da companhia da estrela ingênua,
então luziu no céu a estrela Dalva.

Toninho
Outubro/2015
Meu outro blog
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Bom domingo a todos e que a semana seja maravilhosa.




segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Quando a cidade amanhece.




Nada visualizo além do véu cinza.
  Luzes difusas atrações de mariposas,
bem longe a vista alcança a igreja,
aonde repousa a minha fé religiosa.

Da serra a cidade é uma brancura,
os olhos buscam pontos a desvendar,
que na lembrança é uma aventura,
que numa poesia busco reinventar.

Os caminhos da cidade onde cresci,
nos olhos agora a emoção ardente,
emoções que me vêm num frenesi,
surge um menino coração valente.

Seu dedo em riste o infinito aponta,
o ponto reluzente é a desconfiança,
a pedra que brilha jaz sem a ponta,
agora uma serra nua é lembrança.

Amanheceu a cidade sob a neblina,
sinto todo o meu corpo a congelar,
da minha janela vejo como cortina,
sobre lembranças que vêm açoitar.

Toninho.
Junho/2015
Minas Gerais.

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Uma semana maravilhosa para todos.