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terça-feira, 20 de junho de 2017

Uma noite assim.




















Na taça sobre a mesa jorra saudade,
que sorvo na noite sem a esperança.
Beijo a borda da taça na ansiedade,
como Sócrates na cicuta fez aliança.

A garrafa testemunha meu padecer,
ora tomba e despeja outra dose fatal,
que a boca se delicia em puro prazer,
de quem se entrega ao mundo irreal.

Sobre a mesa alumia o velho lampião,
que a mariposa está preste a suicidar,
nem imagina minha dor na decepção,
ver inúteis batidas de asas para voar

Mas a garrafa declina-se sobre a taça,
derrama fumegante a derradeira gota.
Olho para a foto no sorriso sem graça,
a luz se apaga, ouço batidas na porta.


Toninho
20/05/2017

Inspiração em fotografia.
coincidência 30 dias após.


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quinta-feira, 15 de junho de 2017

Enamorando a Lua Cheia.



Meus olhos que a tudo assistem encantados,
levam-me para uma viagem pela transição
da noite para o dia com as lembranças sutis,
de um tempo feliz de uma vida interiorana
quando via sumir a Lua numa serra negra,
e o Sol surgir por entre arvores gigantescas.

As mariposas já se recolheram às arvores,
outras já se suicidaram junto às lâmpadas.
De minha janela vejo vir um Sol bocejante,
para substituir a esta Lua cheia seresteira,
já exausta da sua permanecia inspiradora,
dos notívagos poetas das madrugadas frias.

Ultimas luzes sistematicamente se apagam,
sobre as ruas já em movimentos acelerados.
Lanço o meu olhar por entre arranha-céus,
ainda vejo a Lua desaparecer num infinito.
Lá no horizonte azul como uma bola de fogo
o Sol dourado desponta enamorado pela Lua.

Toninho.
15/06/2017

Minha participação na BC_botando a cabeça para funcionar que a Chica promove todos os dia 5. 15 e 25. venha participar na leitura da imagem 

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Um bom feriadão para você.


quarta-feira, 7 de junho de 2017

Voa coração.















Eu teimo em seguir meu coração,
que nada sabe destas artimanhas,
que pela vida entre o sim e o não
do beija-flor às flores nas manhãs.

Vai coração cantarolar a canção,
que fala dos amores já esquecidos,
no poema inspirado na desilusão,
com versos melancólicos esvaídos.

Vai coração pelos jardins floridos,
espalhe sobre folhas secas sua dor,
como anjinho do coração de Cristo
arranca espinhos, implanta a flor.

Ah, coração que não se sintoniza,
com meus lamentos nesta agonia,
saber que, o que esboça a pitonisa,
voa nas entrelinhas desta poesia.

Toninho
20/05/2017

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Tem sempre coisas novas lá Mometos e Inspirações

sábado, 3 de junho de 2017

Maldita seca sem fim.



Quando você solta sua voz em critica ferrenha e discriminatória sobre a transposição, talvez não conheça ou ignore o que é a seca, que avança sobre os sertões, com um rastro de mortes já descrito por Graciliano Ramos em Vidas Secas em 1938. Há uma degradação moral dos sertanejos e nordestinos sempre ocultos pelos meios de comunicação, preocupados mais em enaltecer a beleza da orla para o turismo.

Dar as costas para a vida dos sertanejos queimados e estragados pela fome, pela falta de água com certeza não vai ajudar em nada tão pouco a minimização da fome que se espalha pelos sertões do país, que ainda convive com o polígono da seca como fonte de recebimento de recursos que sabemos são desviados e perdem seus objetivos. O Brasil não é só litoral é muito mais do que qualquer zona sul, já dizia um cantor.

As imagens da seca são filmes de terror, ferem os olhos, inundam o chão estorricado com lagrimas. O sertanejo persevera na teimosa fé pelas chuvas, que cada vez mais se escasseia. A chuva parece se esconder deste povo teimoso, que se delira por um carro Pipa com a sagrada água milagrosa.  Mas ele muitas vezes se desvia para uma fazenda de um politico ou apadrinhado. Nem mesmo São José com as chuvas de Março tem privilegiado a região e fechando o verão sem uma gota no chão.

Pense num chão estriado como feridas abertas, ansioso pela miraculosa agua, que lhe dê vida, que faça florescer o Mandacaru com sua linda flor, que alimenta os últimos animais e assim o sertanejo vê seu gado morrendo sobre a terra árida. A água salobra que ele busca num açude longínquo, pouco serve para o que resta de família e que ainda compartilha com os últimos animais.

A seca é perversa e cada vez mais com os desmandos sobre a natureza, ela toma uma forma de mensageira da morte. O país precisa pensar grande um combate aos horrores das estiagens cada vez mais agressivas. O êxodo antigamente era solução para alguns que muitas vezes abandonava sua família com promessa de volta e hoje com crescente desemprego que assola todas as regiões ricas do Brasil, frustra esta perigosa saída em fuga.

Que transponham esta água possa efetivamente. Façam chegar ao pobre sertanejo, que em cantos desesperados faz promessas á todos os santos do oratório, aos deuses da chuva, ao Padre Cícero implora por um pouco de água, que faça a terra fecundar, que façam os grãos germinarem e assim acender a esperança, antes de enterrar o seu ultimo animal, um velho jumento companheiro fiel neste miserável chão.

Tende piedade deste povo, que dizem ser um forte, mas na realidade agoniza diante da terrível seca como em 1932.


Toninho.
18/04/2017
tem brincadeira por lá: momentos e inspirações.

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Tenha um bom e 
feliz fim de semana.

sábado, 27 de maio de 2017

Pena de Talião.













Aqui onde tudo se plantava e florescia,
na terra boa umedecido solo tão gentil
prolifera-se ervas danosas e velhacaria,
esmagam e dilapidam o querido Brasil.

Nesta terra perde-se na busca do ideal,
as pessoas brigam se matam por cores
no vermelho e verde amarelo desigual
com espaço aos infiltrados saqueadores.

Tudo que se sonhou um dia, jaz morto.
Sonhos mortos nas entranhas da nação.
ao despertar-se de sono no desconforto,
da indecente manobra da constituição.

Não temos cravos na mão da donzela,
que em Portugal enfrentara o canhão.
Políticos usurários cobertos por tutela,
a livra-los do rigor da pena de Talião.

Toninho

23/05/2017
Tem brincadeira lá:Momentos e inspirações

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A todos um bom
fim de semana.
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sábado, 20 de maio de 2017

Amanhã é tão distante.




Sabe-se que o amor um dia encerra.
Não se importe com totalizar horas,
se a tal felicidade que tanto impera,
pode ser que um dia ela vai embora.

Se se vivem além desta intensidade,
no bem querer se faz incondicional,
amam-se numa cúmplice felicidade,
mesmo em face da dor como ritual.

Nunca pensem como vai terminar,
pois se vivem atados pelos dois nós,
que prendem os corações pelo olhar,
hipnotizados estão pelo amar feroz.

Já que o amanhã seja tão distante,
para os tais corações entrelaçados,
blindam-se com desejos alucinantes,
das artes dos querubins enluarados.

Toninho

03/05/2017

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Chuva de moedas.

Uma inspiração para a BC_Botando a cabeça para funcionar aqui chicabrincadepoesia coisas da Chica que convido a conhecer e participar, bom movimentar os neurônios, vamos lá nesta figura.


Está vendo aquela foto na parede filho?

É uma velha goiabeira do quintal onde nasci. Eu a escalava quando criança. Aquela cova profunda que se vê, eu sempre colocava minhas moedas oriundas de pequenos serviços, que menino lá no interior podia fazer. Minha mãe sempre brigava para não subir nela com medo de queda, pois era escorregadia, mas ela sabia do meu esconderijo. Nela consegui guardar tantas moedas, que deram para comprar um par de chuteiras, para começar no time mirim do bairro em 1963, ali começou minha carreira de jogador até profissionalizar.

Mas o que quero contar é um caso cômico sobre esta arvore. Certa vez com medo das moedas caírem com algum balanço da arvore, eu coloquei um pedaço de pedra sobre as moedas, que continuava a guardar na cova, pois os serviços eram muitos.

Ocorreu que um dia, meu irmão amarrou um dos cavalos à goiabeira ao voltar do pasto, pois esta era uma atividade dele por ser mais velho, cuidar dos cavalos. Quando ele estava a preparar o cavalo para colocar arreio e sair para minha mãe, o cavalo ficou irrequieto e começou a forçar o cabresto que o amarrava, neste instante a pedra caiu sobre o lombo do cavalo, que empinou e arrebentou o cabresto balançando muito a goiabeira. Ai meu filho foi moeda caindo para todo lado. Meu irmão abestado ficou gritando de olhos arregalados, que a goiabeira estava carregada de moedas.

Minha mãe que a tudo assistia, sorria dos gritos do meu irmão, ao tempo que me chamou, para correr e catar as moedas, pois o esconderijo havia sido descoberto. Depois deste dia não pude mais esconder moedas ali. Minha mãe contava esta historia para os parentes, que morriam de rir do meu irmão, que também passou a contar a historia falando de minha traquinagem de esconder moedas dos irmãos.

Esta goiabeira com o tempo teve de ser cortada, para construção de uma nova cozinha fora da casa. Mas antes eu pedi este meu irmão, para fotografar a parte do tronco com destaque da cova das moedas. Por isso esta foto na parede do corredor, que me faz rir sempre que passo por ela.

Toninho.
15/05/2017

Em tempo desejo que todas as famílias tenham paz e harmonia e que todos os membros estejam compromissados de preserva-la e salva-la como a base de tudo que somos. Feliz dia da Família. 

domingo, 14 de maio de 2017

Lembranças maternas.




Inevitável acelerar das lembranças
daquela sempre alegre e sorridente.
Para ela a vida era pura esperança,
movida pela fé no Deus Onipotente.

Ainda a vejo cochilar numa cadeira,
olhar turvo a balbuciar seus cantos,
herança materna duma benzedeira
a aliviar as crianças dos quebrantos.

Quisera herdar a sua força estranha,
que a sustentava naquela serenidade.
Diante das adversidades com manha,
bem dizia ao Pai com toda felicidade.

Uma saudade dela não me maltrata,
nesta lembrança revestida de doçura.
que contagia na envolvência da data,
ao ver sua imagem naquela moldura.


À minha mãe estrela desde 25/03/2014
Toninho
13/05/2017

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Desejo às todas as mães um dia feliz
Um carinho ás mamães de Portugal
 Que comemorou no domingo passado.
   Pode levar uma rosa com meu carinho.


sexta-feira, 5 de maio de 2017

Vou pelo vento.



Às vezes somos levados pela vida,
outras somos guiados pela emoção,
mas sempre encontramos a saída,
antes de cairmos numa decepção.

As folhas caem na estação Outono,
o vento as espalha pelo caminho,
às vezes vejo sinto como abandono,
mas são belas no meio do torvelinho.

Uma folha se desgarra da ventania,
embrenha-se num canto da estrada,
parece a ovelha perdida da família,
sem o pastor sente-se abandonada.

Na vida somos estas folhas outonais,
caídas se deixam levar pelos ventos,
desafiamos muitas vezes vendavais,
a refazer toda vida dos fragmentos.

Toninho
05/05/2017



Inspiração para BC>botando a cabeça para funcionar chicabrincadepoesia vistem e vejam outras inspirações e participem vejam a regra lá.

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Um bom fim de 
semana com paz
e alegria.


sexta-feira, 28 de abril de 2017

É pra lá que vou.



Ah, minhas férias tão sonhadas!
Outono com chuvas repentinas.
Viajar, desligar é o que preciso.
Mas minha pele clama pelo Sol.
É pra lá que vou.

Toninho

28/04/2017

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Para a BC#umaimagemem140caracteres. Um projeto muito bom e inteligente de toda sexta-feira das meninas: Mari e Silvana . 

                           ***************************
Um bom fim de semana 
para todos

sábado, 22 de abril de 2017

Encantadoras de palavras.





Encantam-se súditas palavras,
com o leve toque de um cajado.
São pastoras de emoções raras,
recolhem o poema desgarrado.

Cada suspiro dessas escritoras,
revestem-se numa real beleza,
que o Deus na ação criadora,
coloca as mãos em delicadeza.

Vive-se no jardim a harmonia,
Nobres poetisas e jardineiras,
Podam versos floresce poesia.

Espalham versos por cortesia,
Inspiram, rompem fronteiras.
Eternizam poesias com magia.



Toninho.
22/04/2017
Meu outro blog: momentos e inspirações.

Uma homenagem a estas iluminadas poetisas que me inspiram sempre.

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Um bom domingo 
para uma semana
Maravilhosa.

sábado, 15 de abril de 2017

O olhar que afaga.




Eram apenas dois cisnes negros naquela lagoa. Eles perceberam que os olhares se concentravam nos Cisnes brancos. Assim tristes e cabisbaixos o casal se retirou para um canto do lago e ali se consolavam até perceberam o olhar de uma criança toda encantada com o brilho de suas penas. Havia no olhar carinho e amor daquela criança.

Assim numa espécie de retribuição eles se emplumaram e começaram uma espécie de dança, que todos os olhares se voltaram para aquele canto do lago e o menino em festa, gritava para sua vovó fotografar e filmar a dança. Diante aquela algazarra da criança, todos os outros cisnes brancos do lago também entraram na dança e foram se juntar aos cisnes negros, agora felizes por não se sentirem desprezados.

Numa noite o menino revia as fotos e o filme com os cisnes e perguntou à sua vovó, quando voltariam para rever os cisnes, pois tinha medo, que eles pudessem bater asas e nunca mais aparecerem. Mas sua vovó muito sabida, explicou que os cisnes não são aves migratórias e que com certeza eles estariam no lago e agora felizes depois daquele dia, que o olhar do menino mudou a vida deles. O menino sorriu para a vó e adormeceu sonhando com os cisnes agora com seus filhotinhos.

Toninho

15/04/2017

Inspiração para a BC_botando a cabeça para funcionar projeto da Chica e Neno aqui: chicabrincadepoesia

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Uma Feliz Páscoa 
para todos.
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terça-feira, 11 de abril de 2017

Passarinho viajor.



Conheci o passarinho viajante,
que voa por terras brasileiras.
Honra receber nobre visitante,
Triste por saber ser passageira.

Assim voa o passarinho viajor,
Canta e encanta nosso jardim,
Já tão ressecado pelo desamor,
Com esperanças de paz enfim.

Quem o conhece sabe a nobreza,
que lhe fez viajor da esperança,
pois quis sua criadora à certeza,
que cada voo levaria a bonança.

Verdinho deixou uma saudade,
incrustada nos cantos da casa,
ali pousou, deixou uma saudade,
que vem, arde como uma brasa.

Toninho

10/04/2017

veja mais no meu outro blog um-passarinho-viajante


Nota:
Inspiração daqui: fractaisdecalu.blogspot




quinta-feira, 6 de abril de 2017

Aquele vestido branco



Quem passava pela rua via um vestido numa varanda. Pela manhã e tarde uma velha senhora a espreita-lo e acaricia-lo com mãos tremulas, como se fosse à pessoa que o vestira. Parecia ritual, quando o sol se punha surgia um som de valsa em uma vitrola e o vestido era retirado do varal abraçado como delicadeza. Desfilava com ele colado ao corpo como numa dança. Não havia tristeza na cena.

Na manhã com os primeiros raios solares ela aparecia com o vestido pelas mãos como uma mãe a embalar seu filho. Ali na varanda ela ficava momentos nesta postura, até que o pendurava em uma das cordas do varal. Lançava um ultimo olhar e desaparecia na solidão de seu casarão.

Numa tarde de Outono ela não apareceu na varanda, para retirar o vestido, o que gerou curiosidade e preocupação aos vizinhos, acostumados com a cena ao som de uma valsa com som distorcido de um “long play” arranhado de tanto uso. A velha senhora morava sozinha e às vezes se via outra senhora estranha à rua, entrar e ficar horas no casarão geralmente pela manhã após o ritual. Naquele dia ela também não aparecera e a noite cobriu o casarão, sem que o vestido fosse retirado do varal.

Ao aproximar-se da meia noite, um vizinho percebeu um facho de luz na varanda.  Assustado viu o vestido deslizar no varal de uma extremidade para outra, como se valsasse. Gritou para a mulher que medrosa se recusou. De repente os acordes de um piano ecoaram na madrugada nevoenta. Uma ventania estranha arrancou o vestido e desapareceu pela rua para horror do vizinho, que gritou loucamente na madrugada silenciosa.

Na manhã seguinte contou para a vizinhança descrente do fato, mas estranhando a falta do vestido na varanda. Próximo do meio dia um movimento na porta do casarão chamou a atenção da vizinhança. Um policial saiu da casa e disse que havia um pedido de socorro na central, mas ninguém se encontrava no casarão, apenas um piano estragado e uma vitrola velha com vários discos empoeirados de valsas, além de um encardido e surrado vestido jogado sobre o braço de uma cadeira de balanço. As pessoas se entreolharam e aquele vizinho foi internado numa clinica psiquiatra.

Toninho.
05/04/2017

Outras inspirações minhas: Momentos&inspirações

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Conto na participação da BC_botando a cabeça para funcionar que a Chica promove aqui:chicabrincadepoesia participe é livre.


segunda-feira, 27 de março de 2017

Nos caminhos da solidão.



Quem vive o amor sem prazeres,
abandona seus maiores valores,
é morte em vida só pelos afazeres,
relega-se na carência dos amores.

Vida de pássaro com asas feridas,
risco com as suicidas acrobacias,
no canto lamento em despedidas,
para a partida silenciosa e fria.

Se quiser uma sintonia do querer,
professe todo o poder deste amor,
que não se permite a retroceder,
e sucumbir diante novo desamor. 

Siga sua jornada, ora esquecida
que se perdeu dentro do coração,
nem se atire às bocas desfalecidas.
É inútil saída contra a desilusão.


Toninho
Da série apenas uma inspiração


Meu outro blog: 

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Que sua semana
flua leve e alegre.
Grato.
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quarta-feira, 22 de março de 2017

Outone-se.




As folhas vão caindo sob as arvores nuas,
há renascimento sobre o chão umedecido.
Então pise leve, ouça o crepitar das folhas,
embriagadas pelo ultimo perfume contido.

Se entregue a um maravilhoso aconchego,
com sabor aromático de chocolate quente,
deite-se num colo a ouvir cantos de ninar,
então se entorpeça nesta ternura presente.

Olhe pela janela, veja as despidas arvores,
onde canta sonoro uma sabiá laranjeira.
Lance os olhos sobre o campo verdejante,
umedecido pela ultima chuva de março.

Há neblina sobre a serra, que se esconde,
sob um manto cinza lindo e translucido.
Esfregue as mãos geladas junto ao fogão,
onde aquece o prato de mingau de milho.

Outone-se nos olhos da bela doce amante,
aqueçam nos findos raios de sol do verão,
mergulhem-se num abraço aconchegante,
que faça acender a chama desta paixão.


Toninho
20/03/2017

Coisas interessantes no meu bloguito :toninhobira.blogspot confira.


sexta-feira, 17 de março de 2017

Uma calçada do amor.



I
Fez-se repentina ventania.
Um lindo tapete lilás se viu
pela calçada toda florida.
O olhar cruzou seu caminho,
uma flecha certeira no coração.

     II
Paixão plena com romantismo,
Desejos loucos de aproximação
Um helicóptero com otimismo,
Choveu flores na cor da paixão.
O amor estava no ar.

III
Quem passa pela calçada,
das pedras ouve sussurros,
das belas flores roxeadas
jogadas por um casmurro,
no desespero da sedução.
O amor floresce.

Toninho
17/03/2017

Minha participação na BC_#umaimagemem140caracteres de toda sexta-feira com uma imagem para sua inspiração.
Confira aqui Marina e Silvana .

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Um bom fim 
de semana
para você.