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quinta-feira, 2 de março de 2017

Das trevas das neves.




Fez-se poesia coberta por uma nevasca,
na boca sussurrava derradeiros versos,
que suplicavam por encontro de rimas,
que enrijecidas se perderam pela neves.

Mas um tímido avassalador raio de sol,
atirou-se freneticamente sobre a rocha,
desvirginou aquela branca pedra fria,
Donde ainda suspirava minha poesia.

Criou-se na manhã o estado de poesia,
onde palavras ávidas de amor e calor,
tocavam-se em avalanche de caricias
desejos pulsantes e sedentos de amor.

E as mãos congeladas não atendiam,
delirantes apelos das palavras vitais
que aglutinadas em volta da poesia,
sentiam-se libertas, se agasalhavam.

Foi assim, que debaixo da neve densa
vi brotar uma incandescente poesia,
bela como flor de lótus e cor intensa,
assediada pela estalactite que surgia.


Toninho

15/02/2017
Outro blog: Momentos e inspirações onde brinco com palavras e imagens.


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Feliz Março de paz e renovação
de esperanças.